
Gente, como que gosto de trocar a imagem que representa a minha cidade, se alguém ainda não percebeu, eu troco de dois em dois meses, aí do lado direito da tela. Eu resolvi colocar a Casa de Cultura Mario Quintana desta vez. Aí decidi escrever um pouco sobre este poeta maravilhoso que o Rio Grande um dia teve. Gostaria de ter vivido na sua época, quando os meninos jogavam bolitas na pria de belas, ou os namorados iam apreciar o nosso maravilhoso pôr do sol do Guaíba com mais frequência. Época, quando as meninas gaúchas eram bonitas por natureza e não por causa de mil cirurgias plásticas ou 300 gramas de silicone. Sem falar nas micro roupas que algumas insistem em usar. Anos de glória para a MPB e para o samba no Rio de Janeiro. É claro que nem tudo foram rosas. Tivemos uma ditadura nesse período, anos de crise, mas que serviram para mostrar que o nosso povo não fica calado e foi para as ruas na Diretas Já. Pena que esse tempo não volta, hoje a juventude está quieta, sem ânimo para ir contra e dizer que está infeliz com o sistema político vigente.
Bem, Mario de Miranda Quintana faleceu quando eu tinha oito anos, 1994, mas deixou uma vasta bibliografia e eu tive o prazer de conhecer um pouco mais dessa pessoa maravilhosa que um dia ele foi!!
Aqui fica um dos meu poemas preferidos dele:
AMOR É SÍNTESE
Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeito amor.
Mario Quintana