Tuesday, 17 October 2017

Aquele dia que sempre chega e nunca estamos preparados


Faz muito tempo que não escrevo por aqui.
Anos mesmo.
Poderia dizer que estava com outros projetos, sem tenpo livre, muito atarefada no trabalho etc.
Todas seriam justificativas plausíveis, mas a verdade é que passei por um período sem vontade de escrever.
Hoje, depois de receber uma notícia muito triste e não conseguir parar de chorar, a vontade de escrever voltou.
Talvez pelo fato de que a pessoa que se foi tenha sido um grande jornalista na história do jornalismo brasileiro.
Ou então, pelo fato de eu ter um sentimento aqui preso e precisar desabafar. E isso não é de hoje...
Tanto faz, o ponto é: o tema de hoje poucos gostam de falar mas é a única certeza que temos na vida.
Morte.
Palavra fria, feia, pesada, chata mesmo.
Sabemos que ela chega para todos nós, mas não estamos preparados nunca para ela.
Recentemente perdi um tio muito querido, que lutava contra um câncer maldito há anos, quase uma década. Mesmo sabendo de tudo isso e que a condição dele era super frágil, foi muito difícil absorver o impacto da perda.
Hoje o baque foi maior, marido da minha chefe. Ouvia falar dele há anos, tive o prazer de conhecê-lo na última sexta-feira pessoalmente, em um casamento. Uma pessoa super pra cima, simpático, bem humorado, querido mesmo. Daquelas pessoas que você quer continuar conversando pra sempre.
Mas a vida mostrou que pra sempre é muito tempo, e hoje ele partiu.
Sem aviso prévio, sem um câncer para preparar os mais próximos, sem um alarme, sem nada.
Com um sopro a vida dele, tão cheia de vida, se foi.
Ficaram as fotos do casamento, a lembrança do papo descontraído e as risadas.
Tudo isso faz com que a gente pare e pense.
O que nos prende aqui? Nada.
Quem nos garante que estaremos aqui para as próximas férias, para o próximo churrasco, para o próximo aniversário?
Muitos textos, poetas e pensadores cansam de escrever para aproveitarmos o hoje, pararmos de planejar tanto e vivermos o agora.
Posso ser muito repetitiva, mas é isso mesmo.
Não deixe para falar Eu Te Amo depois, porque esse depois pode nunca chegar.
Diga hoje, viaje hoje, ame hoje, viva hoje.
Amanhã pode vir a ser um novo hoje e daí faça tudo de novo!
Assim, dificilmente você irá se arrepender de alguma coisa.



Sunday, 17 April 2016

O Brasil e o brasileiro precisam mudar

Faltam aproximadamente duas horas para a votação do impeachment da presidente Dilma. Momento histórico na nossa recente democracia, independentemente do resultado que tiver no plenário da Câmara.
Foto: Apolinário Passos
Vejo muitas manifestações nas redes sociais a favor e contra o impeachment, e percebo algo em comum nos dois lados. A corrupção.
Há corruptos dos dois lados e por todos os lados.
Acredito que temos hoje um Brasil dos mais corruptos da nossa história. E isso é muito triste. Não consigo ver muita esperança seja qual lado vencer.
A corrupção continuará lá, impregnada, enraizada.
Não vai ser do dia para a noite que teremos um país honesto, com políticos a favor do povo e não de seus interesses pessoais. Essa mudança é gradual, infelizmente, e precisa de duas coisas: uma reforma política dura e sem duplas interpretações, e uma reciclagem nos personagens da política que atuam hoje no legislativo e executivo.
O Brasil merece essa mudança, mas para que isso ocorra, ir às ruas não basta, é preciso mais. Ir aos gabinetes, pressionar pela reforma política e depois mostrar essa maturidade nas urnas, lá em outubro.
Seja o resultado que houver hoje, o nosso país precisa mesmo mudar, se transformar.

Tuesday, 20 January 2015

O relógio corre depressa

Faz um ano que embarcamos juntos em nossa primeira viagem internacional.
Não sabíamos como seriam 10 dias de intensa convivência.
Ainda estávamos nos conhecendo, aliás, me atrevo a dizer que ainda estamos.
Apesar de ser o país vizinho, era nossa primeira vez definitivamente sozinhos e juntos por mais de um fim de semana.
Jogamos as fichas para apostar que a viagem seria inesquecível.
E foi.
Conhecemos novas paisagens, novos lugares, novas pessoas, e a nós mesmos.
Aprendemos a respeitar cada um o seu espaço, seu silêncio, seu tempo.
Buenos Aires se mostrou mágica, engraçada e aventureira.
Faz um ano que embarcamos juntos, e não vejo a hora de embarcar de novo em nossa próxima viagem.


Monday, 5 January 2015

Bem-Vindo 2015

Diferentemente dos anos anteriores, este começo de ano não tenho fotos para mostrar. Meu Natal e Reveillon foram um pouco diferente do que de costume. Passei em família, com pai, madrasta, mãe da madrasta, namorado, cachorras e muito champagne. Tínhamos máquinas, smartphones, mas eles não regeram nossas comemorações.

Até que tiramos alguma fotos, mas uma das máquinas Iemanjá resolveu levar com ela e junto foram todas as nossas fotos. Mas isso não fez do nosso Ano Novo pior ou melhor, simplesmente diferente e inusitado. Terei poucas fotos do meu final de 2014 e começo de 2015, mas as lembranças serão muitas. Só pq o registro não ocorreu, não significa que a experiência não foi vivida.

Me atrevo a dizer que a experiência foi ainda mais vivida justamente pela falta registro. Foram comemorações diferentes, curiosas e muito prazerosas. Sem acesso à internet, tendo que controlar uma vira-lata doidinha na companhia de uma shih-tzu calminha e na dela. E ao mesmo tempo duas filhotas ciumentas.

Brigamos com os mosquitos, vencemos algumas batalhas e perdemos outras. Lutamos com um calor inimaginável, um sol de lascar, e chuvas e tempestades de alagar a estrada. Pegamos praia e jogamos canastra, crapô e paciência. Li um livro, comi muita ostra e namorei bastante. O que mais podia querer?

2015 nos presenteou com um dia de sol maravilhoso, um mar gostoso e uma câmera a menos. Faz parte da vida, afinal quem vive intensamente está sujeito aos imprevistos também.

Desejo um Novo Ano repleto de luz, cheio de amor e muitas lambidas carinhosas de seus pets, assim como o meu ano começou e que continue lindo deste jeito pelos próximos 360 dias que ainda faltam...


Monday, 22 December 2014

Obrigada 2014



Mais um ano está chegando ao fim, e eu só tenho o que agradecer. Foi um ano de muitas surpresas, novidades, reconhecimento, parceria, amizade, e muito, muito amor. 

Complicado listar tudo, afinal nem tudo precisa ser dito para ser lembrado. 

Quem viveu comigo os momentos de alegria sabe do que estou falando.

Quem me proporcionou muitos destes momentos também.

Quem compartilhou comigo a realização de ser reconhecida profissionalmente entende minha felicidade.

Aqueles todos que estiveram ao meu lado, perto ou distante, mas sempre presentes, sabem que meu ano foi mágico.

Obrigada 2014 e que 2015 seja ainda mais lindo!! 

Feliz Natal a todos e um Ano Novo repleto de coisas novas :) 

Wednesday, 10 December 2014

Versos de aeroporto

O corpo cansa

A mente dança
A alma pede um respiro
Nada parece tranquilo

Ao estalar dos dedos o ano passou
O mundo mudou
O corpo cansou
A vida voou

A mente cansa e não descansa
A correria vira rotina
O trajeto parece mais longo
A volta foge da rota
Tudo bate à porta

Ao estalar dos dedos o ano passou
O mundo mudou
O corpo cansou
A vida voou


E o que eu mais quero ainda não chegou

Saturday, 29 November 2014

Excluída Digital?

Faz quase um mês que estou sem smartphone. Tenho celular, dois na verdade, mas nenhum deles tira foto, tem whatsapp ou acessa a internet. O motivo é simples, fui assaltada e no momento gastar mais de três dígitos em um aparelho não é minha prioridade. Por isso peguei um aparelho antigo, básico, sem muitos recursos, mas faz o mais importante: liga e manda sms (ao menos era assim no início dos anos 2000).

Curioso como um pequeno aparelho tem tanto poder. Ele te aproxima ou te afasta dos teus amigos, te permite compartilhar muitos momentos quase em “livestreaming”, possibilita você checar seus e-mails durante aquela reunião chata, ajuda a passar o tempo na fila do banco, entre muitas outras coisas que quando ele surgiu ninguém imaginava que um dia poderia fazer.

Eu, particularmente, estou me adaptando muito bem à falta de toda essa tecnologia, e até gostando, devo admitir. Percebi que estou mais focada no que estou fazendo, seja assistindo TV, lendo um livro, almoçando e até durante o trabalho. Além disso, fiquei mais observadora em relação às atitudes das pessoas com seus smartphones. É curioso ver que hoje quem come sozinho no shopping, por exemplo, não larga o tal celular, nem na hora de mastigar. Tirar foto parece ter ganhado um novo significado: “Se não foi fotografado, não aconteceu”.  Mas as coisas ficam ainda piores, as pessoas estão perdendo a capacidade de imaginar cenários, roupas ou momentos. Se você tenta narrar alguma coisa a primeira pergunta vem antes dos primeiros 10 segundos: “Tem foto?”.

O mais impressionante disso tudo é ouvir, toda vez que eu respondo não, a pergunta de como eu vivo sem um smartphone. Não sou rude, mas em certos momentos tenho vontade de ser. Afinal, eu vivo muito bem sim, e invejo muito meus pais quando tinham a minha idade. Eles tiravam foto só durante as viagens e datas especiais, e não eram questionados ou cobrados por isso. Não precisavam ficar mandando mensagens um ao outro de meia em meia hora, e dois sinais verdes não ditavam o nível do relacionamento deles. Eles não eram cobrados por não terem visto um e-mail quando estavam fora do trabalho, nem tomavam bronca se o celular ficava muito tempo sem serviço. Afinal, esse maldito aparelho não existia, e honestamente? Acho que naquela época as pessoas eram mais felizes, suas vidas não eram expostas no mural de um milhão de pessoas, eles aproveitavam os momentos enquanto os viviam e sabiam que uma relação é muito mais do que quantas mensagens as pessoas trocam durante o dia.


Pensando em tudo isso, eu digo que não, não me acho uma excluída digital, apenas resolvi deixar o digital em casa e no escritório e não levá-lo sempre comigo, ao menos não agora. E estou adorando essa experiência.

Sunday, 23 November 2014

Futebol Americano: Violento? Nem tanto

Faz mais de ano que fui apresentada ao mundo do Futebol Americano. Até então eu era como a grande maioria das pessoas que eu conheço, preconceituosa, achava um esporte muito violento sem conhecer direito. Aos poucos, conforme eu ia assistindo aos jogos e aprendendo as regras (que são muitas) eu comecei a mudar meu conceito. Não estou escrevendo este post para tentar convencer ninguém, pois acho que assim como eu as pessoas precisam conhecer melhor o esporte para observarem o que eu identifiquei neste período.

Futebol Americano é honesto, é na raça, é emocionante, é limpo, mesmo que para muitos possa ser violento. Chances de lesão? Isso existe em qualquer esporte, até no esporte individual, sem nenhum contato. Afinal, quantos atletas olímpicos não se lesionam? Quantos tenistas não tem o ombro, quadril ou joelho estourado? E o que falar do nosso futebol? Bom, nem vou querer comparar, pois seria uma comparação injusta.

O Futebol "Brasileiro", que conheço desde pequena e sou apaixonada, não é dos mais honestos, sejamos verdadeiros (para não repetir a palavra honestidade). Cansamos de ver pênalti que não foi pênalti, impedimento errado, amarelo para falta que merecia vermelho, jogador batendo em outro sem motivo (mesmo que houvesse motivo, o campo não é ringue). Enfim, sou fanática, mas admito que a paixão do brasileiro é cheia de falhas, erros e muito desleal.

Por outro lado os jogadores do Futebol Americano seguem as regras à risca. Não tem essa de brigar com o juiz, pegar e dar chutão na bola para atrasar o jogo. Eles também fazem falta, sim. Mas dá para contar em uma mão as faltas de um jogo inteiro, que muitas vezes dura mais de duas horas. O juiz justifica suas decisões com a torcida. Para mim é um jogo onde não saímos com aquela sensação de que o placar foi injusto, não. O placar é daquele que melhor jogou e ponto, sem erros técnicos ou humanos.

Anyway, esse é só mais um exemplo de tantos outros que eu queria mostrar. Antes de tirarmos nossas conclusões sobre qualquer coisa, é sempre bom nos informarmos melhor, afinal, podemos estar sendo muito injustos em diversos momentos. Eu era com o Futebol Americano. E você?

Ah, para quem ficou curioso, não tenho time favorito neste esporte. Sou simpatizante dos Broncos por pura influência do meu namorado. Mas aprendi a gostar deste esporte, só isso.