A ausência de certezas era mais forte do que a as garantias que nunca vieram. Planos ficaram para trás. É tão frustrante tudo isso que ainda não quero acreditar que falei um simples “acabou”. Palavra curta, pequena, mas de intensidade tão forte que mexeu com toda a minha estrutura de apoio, toda a minha base de sustentação sofreu com o impacto de fechar aquela maldita janela. Sei que algumas atitudes são tomadas por preservação, e essa foi uma delas. Me preservar antes de mais nada. Me proteger do sofrimento eminente que eu via mais alí na frente. No mundo que eu conheço nada se faz sozinho, muito menos sonhos, as coisas precisam ser desejadas por todos os envolvidos. Mas não era esse cenário que me mostravam. Resolvi descer do trem antes que ele virasse a próxima curva, pois tive medo em me deparar com um abismo. Não sei se tomei a atitude correta, pois dói demais. Dor quase sufocante, que não me deixa respirar em alguns momentos. Mas sei que algum dia essa dor tem que passar. O problema é a demora que ela aparenta querer levar para ir embora. O sonho desmoronou, agora resta reconstruir o castelo, tijolo por tijolo... aos poucos, para quem sabe um dia ele ficar mais forte do que era antes.
6 comments:
neste momento a unica coisa me vem a cabeça é clarice lispector:
"sentia sua falta como se lhe faltasse um dente da frente: excrucitante."
Super dramático!
Gostei!!
Quem gosta de drama manu??
Só tu mesmo!! rsrs
Gostei porque escreve bem quando estas sentimental, não pelo drama em si!!
Janelas se fecham para que os olhos se abram...bj M
Meu Deus,que janela complicada...Aguardo encontro pesoal...JAC
Post a Comment