| A imagem tá ruim, mas essa era a Vó Edith e a melhor amiga dela, Maria Petruci, na praia. Eu que tirei a foto!! |
Quando pensei nisso, me lembrei daquela velha frase que muitos usam para relacionamentos, mas que acho que é muito mais ampla: "Nós só damos valor para as coisas quando perdemos". E parece que na maioria das vezes é a mais pura verdade. Por que naquela época eu não valorizava cada dia a mais que eu ficava na praia com a minha vó? Vivia brigando por que eu queria sair de noite e ela não deixava, ou então eu voltava depois do horário combinado e no dia seguinte ficava de castigo.
Mas ao mesmo tempo, éramos parceiras inseparáveis na hora de ir para a beira da praia caminhar até a Plataforma de Atlântida e depois ficar na barraca torrando no sol, comendo um milho e tomando coca-cola. No meio da tarde a nossa canastra ou crapô eram sagrados. Eu, ela e suas amigas de praia ou as minhas tias avós. Com certeza a minha idade vezes 3 não dava a idade de nenhuma delas, mas mesmo assim eu me sentia inserida no grupo, e adorava conversar com elas por horas e horas.
E pensar que todas essas lembranças vieram por causa de uma simples ameixa que comi. É, deu saudade da minha vó, da praia, dos carteados e de muito mais coisa, que só agora, que não tenho mais é que vi o quão importante eram essas coisas na minha vida.
Por isso hoje procuro agir e pensar de maneira diferente. Vivendo o presente, valorizando as pequenas coisas e falando a todos aqueles que me cercam o quão importantes eles são na minha vida.
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