Diferentemente dos últimos anos, este Carnaval eu passei em casa, literalmente.
Quem me conhece sabe como fui festeira, rueira, baladeira e todos outros adjetivos que liguem à festa. Mas pelo que estou começando a perceber foi uma fase, que eu precisava passar, para conhecer, vivenciar, mas que não faz mais parte do meu dia a dia, muito menos das minhas preferências.
Quando era mais nova, lá pelos meus 18 anos, por incrível que pareça também era mais caseira, gostava de fazer uma festa vez ou outra, claro, mas não era minha principal escolha. Lembro que ia todo final de semana ao cinema, preferia viajar para praia ou serra do que ficar em Porto Alegre e adorava sair para jantar. Depois fui morar fora, lá eu percebi que na rua podia fazer amizades, esquecer um pouco a saudade da família, e comecei a sair como saía aos meus 16 anos.
Voltei para Porto Alegre e só queria saber de festa, balada e agito. Me mudei para São Paulo, fiz amizades que acabaram me levando para a noite também, e gostei. Algumas destas amizades continuam até hoje, mesmo que a balada não faça mais parte da minha rotina. Foram anos bons, que hoje vejo que eu precisava viver para agora entender o que é prioridade na minha vida, sem nenhuma dúvida ou anseio.
Por que estou contando tudo isso? Porque acho que tudo o que passamos e sentimos tem uma raiz, tem um porquê. Agora, voltando ao objetivo inicial de escrever este post. O sentimento que senti neste carnaval foi de ninho completo, me senti em casa no sentido de lar da palavra, me senti completa e plenamente satisfeita. Não foi apenas o fato de eu querer por muitos anos ter novamente um cachorro em casa, nem só pelo fato de ter ao meu lado um companheiro como nunca imaginei encontrar. Mas foi pelos dois fatos juntos, e muitas outras vertentes que resultaram neste sentimento de lar completo, ninho preenchido.
Pois bem, foi este sentimento único, diferente e mágico que senti neste Carnaval. Não queria sair de casa, gostei de ficar ali, com estas duas pessoinhas que hoje são meu mundo, me completam e me entendem. Por isso eu agradeço à vida, à Deus, à Buda, à Alá, à Oshum e a quem quer que seja, por este sentimento e este momento. E que tudo isso permaneça, e só continue a crescer e amadurecer.

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