Nossa senhora, eu sabia que fazia muitos meses que não escrevia no meu querido blog, mas não imaginava que eram tantos.
Bom, como vocês podem imaginar, a minha vida nestes últimos seis meses foi muito corrida, cheia de mudanças e acontecimentos.
Mas hoje eu vim aqui para escrever sobre uma sapeca, que entrou em minha vida em fevereiro e conseguiu mudar meus hábitos completamente: a Chanel.
Já apresentei ela por aqui, aliás um dos últimos posts que eu havia escrito era sobre ela. Mas desde lá muita coisa mudou. Ela chegou ainda filhote, com aproximadamente três meses, e hoje já completou 1 ano de idade. Ainda é arteira, sapeca, brincalhona, mas não faz mais xixi no lugar errado, sabe ser chantagista, entende o que significa: senta, deita, fica e pode comer.
Na verdade ela só pede permissão para comer a comida dela, por que o resto ela come sem nem perguntar. Já foram tantas coisas inusitadas que até perdi a conta. Mas só para atualizá-los, já passaram pelos dentinhos da Chanel um celular, um anel de ouro, brincos de pérola, carregadores, uma torradeira, colher de pau, remédios para tireoide, peneira de alumínio, inúmeras Havaianas, lençol, cobertor, etc.
Ela odeia ficar sozinha. Na verdade o que eu acho é que para ela é um tédio estar sozinha, e por isso ela se transforma na viralata mais destruidora da face da terra. Ela já teve a capacidade de destruir um microondas enquanto estava sozinha em casa. Mas esse ela não conseguiu comer, só destruiu mesmo com a queda.
Agora você vai me perguntar: e como você ainda continua com essa endiabrada? Bom, isso é muito fácil responder, por que desde o primeiro dia que ela chegou na minha casa eu percebi que ela seria especial.
Ela não foi comprada, não estava na vitrine de uma petshop ou no criadouro de um canil, ela estava em um espaço improvisado de uma obra em Guarulhos. Foi abandonada lá junto com seus outros 5 irmãos. Ela era a única menina, douradinha, orelhuda, e muito, mas muito sapeca.
Lembro até hoje a primeira foto dela que eu recebi. Aquelas bolitas pretas pedindo ajuda foram irresistíveis, e são até hoje. Só que hoje elas não pedem mais ajuda, elas agradecem pelo teto, pela cama, pelo carinho, pelo amor incondicional que ela recebe todos os dias.
Por ela eu acordo uma hora mais cedo, por ela eu deixo de comprar qualquer coisa para mim por que sei que o Dog Walker é importante, ou era quando ainda morávamos em São Paulo. Por ela eu saio correndo do trabalho e venho para casa, nem penso em ir no shopping ou sugerir algum Happy Hour com uma amiga, porque sei que ela está a minha espera, doida para mais um passeio no parque, que agora tem na frente de casa, onde ela fica solta e corre igual a uma lebre de tão faceira.
Incrível falar isso, mas o que eu sinto todo dia que saio de casa e sei que vou retornar à noite só eu sei. Não fico um momento sem pensar em como ela está, qual será o próximo item a ser destruído, a próxima surpresa que ela me fará. E mesmo com todo prejuízo que ela já me causou, e sei que ainda me causará, meu amor não diminui, só aumenta. Não tem como explicar.
Agora eu mesma me pergunta: se passo por tudo isso com uma filha de quatro patas e peluda, nem gosto de imaginar o que serei capaz quando resolver ser mãe de verdade. Definitivamente, a Chanel já está sendo um bom teste, e com certeza ainda preciso trilhar muito chão antes disso.
Só sei que essa sapeca, dourada e mais carregada que uma bateria de 220v é a minha paixão, e também do pai dela, por que esse é outro que ela conquistou na primeira lambida. Não imaginamos mais nossos finais de semana juntos sem ela disputando espaço no sofá, beijos e carinhos.
Agradeço todos os dias para a vida, por ter me dado de presente essa sapeca e arteira como companheira.
Chanel, mamãe te ama!!

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