Tuesday, 20 January 2015

O relógio corre depressa

Faz um ano que embarcamos juntos em nossa primeira viagem internacional.
Não sabíamos como seriam 10 dias de intensa convivência.
Ainda estávamos nos conhecendo, aliás, me atrevo a dizer que ainda estamos.
Apesar de ser o país vizinho, era nossa primeira vez definitivamente sozinhos e juntos por mais de um fim de semana.
Jogamos as fichas para apostar que a viagem seria inesquecível.
E foi.
Conhecemos novas paisagens, novos lugares, novas pessoas, e a nós mesmos.
Aprendemos a respeitar cada um o seu espaço, seu silêncio, seu tempo.
Buenos Aires se mostrou mágica, engraçada e aventureira.
Faz um ano que embarcamos juntos, e não vejo a hora de embarcar de novo em nossa próxima viagem.


Monday, 5 January 2015

Bem-Vindo 2015

Diferentemente dos anos anteriores, este começo de ano não tenho fotos para mostrar. Meu Natal e Reveillon foram um pouco diferente do que de costume. Passei em família, com pai, madrasta, mãe da madrasta, namorado, cachorras e muito champagne. Tínhamos máquinas, smartphones, mas eles não regeram nossas comemorações.

Até que tiramos alguma fotos, mas uma das máquinas Iemanjá resolveu levar com ela e junto foram todas as nossas fotos. Mas isso não fez do nosso Ano Novo pior ou melhor, simplesmente diferente e inusitado. Terei poucas fotos do meu final de 2014 e começo de 2015, mas as lembranças serão muitas. Só pq o registro não ocorreu, não significa que a experiência não foi vivida.

Me atrevo a dizer que a experiência foi ainda mais vivida justamente pela falta registro. Foram comemorações diferentes, curiosas e muito prazerosas. Sem acesso à internet, tendo que controlar uma vira-lata doidinha na companhia de uma shih-tzu calminha e na dela. E ao mesmo tempo duas filhotas ciumentas.

Brigamos com os mosquitos, vencemos algumas batalhas e perdemos outras. Lutamos com um calor inimaginável, um sol de lascar, e chuvas e tempestades de alagar a estrada. Pegamos praia e jogamos canastra, crapô e paciência. Li um livro, comi muita ostra e namorei bastante. O que mais podia querer?

2015 nos presenteou com um dia de sol maravilhoso, um mar gostoso e uma câmera a menos. Faz parte da vida, afinal quem vive intensamente está sujeito aos imprevistos também.

Desejo um Novo Ano repleto de luz, cheio de amor e muitas lambidas carinhosas de seus pets, assim como o meu ano começou e que continue lindo deste jeito pelos próximos 360 dias que ainda faltam...


Monday, 22 December 2014

Obrigada 2014



Mais um ano está chegando ao fim, e eu só tenho o que agradecer. Foi um ano de muitas surpresas, novidades, reconhecimento, parceria, amizade, e muito, muito amor. 

Complicado listar tudo, afinal nem tudo precisa ser dito para ser lembrado. 

Quem viveu comigo os momentos de alegria sabe do que estou falando.

Quem me proporcionou muitos destes momentos também.

Quem compartilhou comigo a realização de ser reconhecida profissionalmente entende minha felicidade.

Aqueles todos que estiveram ao meu lado, perto ou distante, mas sempre presentes, sabem que meu ano foi mágico.

Obrigada 2014 e que 2015 seja ainda mais lindo!! 

Feliz Natal a todos e um Ano Novo repleto de coisas novas :) 

Wednesday, 10 December 2014

Versos de aeroporto

O corpo cansa

A mente dança
A alma pede um respiro
Nada parece tranquilo

Ao estalar dos dedos o ano passou
O mundo mudou
O corpo cansou
A vida voou

A mente cansa e não descansa
A correria vira rotina
O trajeto parece mais longo
A volta foge da rota
Tudo bate à porta

Ao estalar dos dedos o ano passou
O mundo mudou
O corpo cansou
A vida voou


E o que eu mais quero ainda não chegou

Saturday, 29 November 2014

Excluída Digital?

Faz quase um mês que estou sem smartphone. Tenho celular, dois na verdade, mas nenhum deles tira foto, tem whatsapp ou acessa a internet. O motivo é simples, fui assaltada e no momento gastar mais de três dígitos em um aparelho não é minha prioridade. Por isso peguei um aparelho antigo, básico, sem muitos recursos, mas faz o mais importante: liga e manda sms (ao menos era assim no início dos anos 2000).

Curioso como um pequeno aparelho tem tanto poder. Ele te aproxima ou te afasta dos teus amigos, te permite compartilhar muitos momentos quase em “livestreaming”, possibilita você checar seus e-mails durante aquela reunião chata, ajuda a passar o tempo na fila do banco, entre muitas outras coisas que quando ele surgiu ninguém imaginava que um dia poderia fazer.

Eu, particularmente, estou me adaptando muito bem à falta de toda essa tecnologia, e até gostando, devo admitir. Percebi que estou mais focada no que estou fazendo, seja assistindo TV, lendo um livro, almoçando e até durante o trabalho. Além disso, fiquei mais observadora em relação às atitudes das pessoas com seus smartphones. É curioso ver que hoje quem come sozinho no shopping, por exemplo, não larga o tal celular, nem na hora de mastigar. Tirar foto parece ter ganhado um novo significado: “Se não foi fotografado, não aconteceu”.  Mas as coisas ficam ainda piores, as pessoas estão perdendo a capacidade de imaginar cenários, roupas ou momentos. Se você tenta narrar alguma coisa a primeira pergunta vem antes dos primeiros 10 segundos: “Tem foto?”.

O mais impressionante disso tudo é ouvir, toda vez que eu respondo não, a pergunta de como eu vivo sem um smartphone. Não sou rude, mas em certos momentos tenho vontade de ser. Afinal, eu vivo muito bem sim, e invejo muito meus pais quando tinham a minha idade. Eles tiravam foto só durante as viagens e datas especiais, e não eram questionados ou cobrados por isso. Não precisavam ficar mandando mensagens um ao outro de meia em meia hora, e dois sinais verdes não ditavam o nível do relacionamento deles. Eles não eram cobrados por não terem visto um e-mail quando estavam fora do trabalho, nem tomavam bronca se o celular ficava muito tempo sem serviço. Afinal, esse maldito aparelho não existia, e honestamente? Acho que naquela época as pessoas eram mais felizes, suas vidas não eram expostas no mural de um milhão de pessoas, eles aproveitavam os momentos enquanto os viviam e sabiam que uma relação é muito mais do que quantas mensagens as pessoas trocam durante o dia.


Pensando em tudo isso, eu digo que não, não me acho uma excluída digital, apenas resolvi deixar o digital em casa e no escritório e não levá-lo sempre comigo, ao menos não agora. E estou adorando essa experiência.

Sunday, 23 November 2014

Futebol Americano: Violento? Nem tanto

Faz mais de ano que fui apresentada ao mundo do Futebol Americano. Até então eu era como a grande maioria das pessoas que eu conheço, preconceituosa, achava um esporte muito violento sem conhecer direito. Aos poucos, conforme eu ia assistindo aos jogos e aprendendo as regras (que são muitas) eu comecei a mudar meu conceito. Não estou escrevendo este post para tentar convencer ninguém, pois acho que assim como eu as pessoas precisam conhecer melhor o esporte para observarem o que eu identifiquei neste período.

Futebol Americano é honesto, é na raça, é emocionante, é limpo, mesmo que para muitos possa ser violento. Chances de lesão? Isso existe em qualquer esporte, até no esporte individual, sem nenhum contato. Afinal, quantos atletas olímpicos não se lesionam? Quantos tenistas não tem o ombro, quadril ou joelho estourado? E o que falar do nosso futebol? Bom, nem vou querer comparar, pois seria uma comparação injusta.

O Futebol "Brasileiro", que conheço desde pequena e sou apaixonada, não é dos mais honestos, sejamos verdadeiros (para não repetir a palavra honestidade). Cansamos de ver pênalti que não foi pênalti, impedimento errado, amarelo para falta que merecia vermelho, jogador batendo em outro sem motivo (mesmo que houvesse motivo, o campo não é ringue). Enfim, sou fanática, mas admito que a paixão do brasileiro é cheia de falhas, erros e muito desleal.

Por outro lado os jogadores do Futebol Americano seguem as regras à risca. Não tem essa de brigar com o juiz, pegar e dar chutão na bola para atrasar o jogo. Eles também fazem falta, sim. Mas dá para contar em uma mão as faltas de um jogo inteiro, que muitas vezes dura mais de duas horas. O juiz justifica suas decisões com a torcida. Para mim é um jogo onde não saímos com aquela sensação de que o placar foi injusto, não. O placar é daquele que melhor jogou e ponto, sem erros técnicos ou humanos.

Anyway, esse é só mais um exemplo de tantos outros que eu queria mostrar. Antes de tirarmos nossas conclusões sobre qualquer coisa, é sempre bom nos informarmos melhor, afinal, podemos estar sendo muito injustos em diversos momentos. Eu era com o Futebol Americano. E você?

Ah, para quem ficou curioso, não tenho time favorito neste esporte. Sou simpatizante dos Broncos por pura influência do meu namorado. Mas aprendi a gostar deste esporte, só isso.

Wednesday, 12 November 2014

De volta ao Blog - Chanel

Nossa senhora, eu sabia que fazia muitos meses que não escrevia no meu querido blog, mas não imaginava que eram tantos.

Bom, como vocês podem imaginar, a minha vida nestes últimos seis meses foi muito corrida, cheia de mudanças e acontecimentos.

Mas hoje eu vim aqui para escrever sobre uma sapeca, que entrou em minha vida em fevereiro e conseguiu mudar meus hábitos completamente: a Chanel.

Já apresentei ela por aqui, aliás um dos últimos posts que eu havia escrito era sobre ela. Mas desde lá muita coisa mudou. Ela chegou ainda filhote, com aproximadamente três meses, e hoje já completou 1 ano de idade. Ainda é arteira, sapeca, brincalhona, mas não faz mais xixi no lugar errado, sabe ser chantagista, entende o que significa: senta, deita, fica e pode comer.

Na verdade ela só pede permissão para comer a comida dela, por que o resto ela come sem nem perguntar. Já foram tantas coisas inusitadas que até perdi a conta. Mas só para atualizá-los, já passaram pelos dentinhos da Chanel um celular, um anel de ouro, brincos de pérola, carregadores, uma torradeira, colher de pau, remédios para tireoide, peneira de alumínio, inúmeras Havaianas, lençol, cobertor, etc.

Ela odeia ficar sozinha. Na verdade o que eu acho é que para ela é um tédio estar sozinha, e por isso ela se transforma na viralata mais destruidora da face da terra. Ela já teve a capacidade de destruir um microondas enquanto estava sozinha em casa. Mas esse ela não conseguiu comer, só destruiu mesmo com a queda.

Agora você vai me perguntar: e como você ainda continua com essa endiabrada? Bom, isso é muito fácil responder, por que desde o primeiro dia que ela chegou na minha casa eu percebi que ela seria especial.

Ela não foi comprada, não estava na vitrine de uma petshop ou no criadouro de um canil, ela estava em um espaço improvisado de uma obra em Guarulhos. Foi abandonada lá junto com seus outros 5 irmãos. Ela era a única menina, douradinha, orelhuda, e muito, mas muito sapeca.

Lembro até hoje a primeira foto dela que eu recebi. Aquelas bolitas pretas pedindo ajuda foram irresistíveis, e são até hoje. Só que hoje elas não pedem mais ajuda, elas agradecem pelo teto, pela cama, pelo carinho, pelo amor incondicional que ela recebe todos os dias.

Por ela eu acordo uma hora mais cedo, por ela eu deixo de comprar qualquer coisa para mim por que sei que o Dog Walker é importante, ou era quando ainda morávamos em São Paulo. Por ela eu saio correndo do trabalho e venho para casa, nem penso em ir no shopping ou sugerir algum Happy Hour com uma amiga, porque sei que ela está a minha espera, doida para mais um passeio no parque, que agora tem na frente de casa, onde ela fica solta e corre igual a uma lebre de tão faceira.

Incrível falar isso, mas o que eu sinto todo dia que saio de casa e sei que vou retornar à noite só eu sei. Não fico um momento sem pensar em como ela está, qual será o próximo item a ser destruído, a próxima surpresa que ela me fará. E mesmo com todo prejuízo que ela já me causou, e sei que ainda me causará, meu amor não diminui, só aumenta. Não tem como explicar.

Agora eu mesma me pergunta: se passo por tudo isso com uma filha de quatro patas e peluda, nem gosto de imaginar o que serei capaz quando resolver ser mãe de verdade. Definitivamente, a Chanel já está sendo um bom teste, e com certeza ainda preciso trilhar muito chão antes disso.

Só sei que essa sapeca, dourada e mais carregada que uma bateria de 220v é a minha paixão, e também do pai dela, por que esse é outro que ela conquistou na primeira lambida. Não imaginamos mais nossos finais de semana juntos sem ela disputando espaço no sofá, beijos e carinhos.

Agradeço todos os dias para a vida, por ter me dado de presente essa sapeca e arteira como companheira.

Chanel, mamãe te ama!!

Monday, 31 March 2014

Entre Nós - e a banalização da Depressão

Sábado fui ao cinema com a minha mãe assistir o filme Entre Nós, uma produção brasileira muito boa tendo em vista que a grande maioria dos filmes nacionais que estreiam nos cinemas são besteirol estilo Zorra Total. Gostei bastante do filme, com exceção de uma cena que me deixou muito incomodada. Em um certo momento do filme, dois amigos estão conversando e um deles está muito nervoso, angustiado e triste, e no meio de seu desabafo ele conta que está sem tomar "seu remédio" há três dias. A amiga, preocupada, o xinga e pergunta que remédio ele toma. Na hora ele fala o nome de um remédio muito conhecido para tratar pessoas com depressão entre outras doenças de comportamento. A tal da Fluoxetina. Prestativa, a amiga fala que tem com ela e lhe oferece. Ele fica surpreso com a revelação da amiga que se justifica: "Eu também tenho meus problemas".

Essa cena me incomodou muito, por diversos motivos. O primeiro deles foi o simples fato de mostrarem a depressão e a utilização de remédios controlados como algo normal, natural e rotineiro. O segundo foi a declaração da amiga, que justificou o uso de Fluoxetina por ter "problemas". Mas afinal, só por que temos problemas seremos diagnosticados com depressão ou alguma outra doença e será motivo para irmos direto para a medicação?

Para minha surpresa ainda maior, domingo à noite, ouço da sala um anúncio do Fantástico que a minha mãe acompanhava sobre uma revelação inédita do Chico Anysio, onde ele dizia que sofria de depressão. E a matéria que se seguiu foi inteira focada em como um ator especialista em divertir as pessoas podia ter depressão, e com números de que 25% da população tem, já teve, ou terá um episódio depressivo.

Ou seja, a depressão agora virou moda? Pois é o que parece.
Pelo que venho percebendo, ter depressão, tomar Fluoxetina, ou o "seu remédinho" é cool. Afinal, todos nós temos problemas.

Pera lá. Qualquer um nessa face da terra tem problemas, ninguém tem uma vida perfeita, nem a Kate Middleton, tenho certeza. Mas não é por causa disso que vou ir correndo atrás de um médico ou até de um amigo que tem um conhecido que é médico e pedir uma receita de Fluoxetina. E isso eu sei que é muito comum, infelizmente.

Fico triste e ao meso tempo chocada em como as pessoas, o cinema e a própria imprensa estão tratando a depressão nos últimos anos. Essa não é uma doença simples de ser explicada, muito menos em uma matéria de 5 minutos no Fantástico, ou em uma cena de 1 minuto em um filme. É muito mais complexa do que se possa imaginar, e o remédio, ao meu ver, deveria ser a última alternativa a ser tomada, literalmente.

Estar deprimido por causa de uma situação, de uma perda, ou qualquer que seja o motivo, não é justificativa nem carta verde para ir correndo atrás do tal "remédinho". Procurar um médico sério, que não seja vendido para a máfia das farmacêuticas, e que esteja preocupado em curar seu paciente e não deixá-lo cada vez mais dependente do tratamento psiquiátrico nem dos remédios é o principal caminho.

Perguntem aos seus amigos psicólogos e psiquiatras, eles vão explicar bem melhor do que eu. E vão dizer que sim, um bom tratamento, pode substituir a necessidade da medicação em muitos casos. Mas claro, sempre existem os casos mais sensíveis e delicados que precisam sim da medicação. E normalmente, estes casos envolvem falta de substâncias no cérebro, decorrentes da tal depressão genética, como o próprio Fantástico disse, como se todos os episódios depressivos das pessoas fosse exclusivamente por causa da genética. O que não é verdade.

Portanto, vocês, formadores de opinião, só peço que antes de saírem por aí falando sobre um assunto tão delicado como a depressão, deem mais espaço para falar sobre o tema, debatam mais com outros profissionais, e não utilizem apenas uma fonte para tal.
E os cineastas, roteiristas e escritores, pensem que seus filmes, livros e roteiros podem servir de inspiração para muitas pessoas.

Este foi o meu desabafo, de uma pessoa que sabe o real significado da palavra depressão há mais de 10 anos, quando ela ainda não era modinha mas já dilacerava com a vida das pessoas.